segunda-feira, 8 de novembro de 2010

No happy ending


Mentem-te, enganam-te, iludem-te. Fazem-te acreditar que és a única, a tal, quando no entanto acabas por ser apenas mais uma. Pensas que a eternidade te espera, que o que estão a criar será para sempre e no final a eternidade que te aguardava era mais curta do que o que pensavas. Aquilo que vos unia e que te fazia sentir especial nada era senão uma ilusão formada pelo coração, pela paixão. As diferenças começam a sobressair e tudo aquilo que era constantemente criado por ambos principiou a desaparecer, os sorrisos tornavam-se lágrimas, a alegria em tristeza e o amor num coração quebrado até já não valer a pena continuar. E quando tudo termina, tropeças na vida, em todos os obstáculos, cais no chão e choras, perdes a esperança, perdes tudo aquilo que te dava motivos para lutar a cada dia, perdes a vontade. E quando consegues recuperar tudo aquilo que outrora perderas que fazes? Cometes o mesmo erro e apaixonas-te novamente, deixas-te cair novamente na irrealidade do para sempre e acreditas que será dessa vez. Mas normalmente é sempre um ciclo vicioso e tudo termina da mesma maneira: lágrimas, choro, tristeza, perda da esperança,.. Portanto hoje acordei, hoje decidi definitivamente, hoje posso dizer que deixei de acreditar em finais felizes, em felizes para sempre.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Puzzle simples de montar (?)




A vida é um puzzle, monta-o à tua própria maneira, é a tua vida, não dos outros. Faz o que te apetece, quando te apetece, com quem te apetece. Chora se o quiseres, ri se assim o desejares; aproveita ao máximo cada peça seja ela um momento, um sorriso, uma lágrima, um abraço, um amor, uma amizade,.. Por isso é que de nada esqueces do que é passado, do que te marcou positiva ou negativamente, porque a peça continua presente e por muito que a tentes retirar não consegues. Portanto não tentes mudar aquilo porque já passaste, deixa a marca como experiência e ganharás algo em teu próprio beneficio; lembra-te do passado e avança sem medo, a vida são dois dias e um já passou, para quê desperdiçar o seguinte pensando no anterior? Não compensa, nada aprendes, nada ganhas, nada perdes. Não desfaças aquilo que já montaste, monta mais, adiciona peças e organiza-as de maneira a sair algo que queiras, não temas acrescentar algo só porque tens medo que futuramente queiras retira-lo, se em nada avançares nada farás da tua vida e que será dela? Nada. Opta pelo mais difícil, constrói o teu puzzle, constrói a tua vida sem ajuda de outrem, constrói o teu sorriso, tudo o que é merecido tem ser construído, a felicidade, constrói-se, eu vou começar a construir desde já, não há tempo a perder. Conselho: vive, coloca peças como se não existisse amanhã, arrisca e se caíres, levanta e toma essa peça como exemplo mas nunca, nunca desistas, nunca deixes de te aventurar porque a existência é isso mesmo, uma aventura de onde jamais sairemos vivos.

sábado, 25 de setembro de 2010

Perfectly me


My body isn't perfect.
I don't walk with confidence.
I get into fights with my parents and friends.
Some nights I'd rather be by myself than out partying.
I cry over the smallest things sometimes.
There are days that I get through with forced smiles and fake laughs.
Sometimes I try to convince myself that things are okay when they're not.
I'm not ugly but I'm not beautiful.
I don't look as good in real life as I do in pictures.
There are some nights that I cry myself to sleep.
I constantly think I'm not good enough.
I'm imperfect, but I'm perfectly me.

/Autor Desconhecido

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Sabes como é perder alguém? Perder aquela pessoa que te dá um motivo para sorrir todos os dias e cujo sorriso te aquece por dentro por muito fria que possas estar? Aquela pessoa que te abraça e sussurra calmamente ao teu ouvido que és aquela, a única, a tal. Sabes como é ter a felicidade ao nível das estrelas e quando olhas para trás tudo desabou, caiu por terra, morreu? Custa. Páras de respirar e ficas ofegante, alternadamente, o coração não sabe se há-de bater ou se já não há motivos para tal e tu,.. vives à nora, não sabes o que fazer, o que pensar, como agir, perdes-te naquele que outrora fora o teu mundo perfeito e agora tudo o que era um mundo de extrema felicidade e cores, em que parecia que eras o centro do mundo, deixou de o ser, sentes-te descolorada, deslocada, extra. E agora? Como reagir, que fazer, que pensar? Não sabes. Demoras tempo a descobrir quem eras anteriormente e isto se o descobrires, muitas vezes o choque da perda deixa uma cicatriz tão marcante que faz com que percas também a pessoa que eras e essa pode nunca mais voltar, fica enterrada no teu interior à espera que alguém consigo atingir a essencialidade que alguém outrora teve, à espera de uma peça que complete a parte que falta em ti, à espera de uma alma que tome conta da tua e te guie a um porto seguro onde possas ser novamente o centro da felicidade, onde colores tudo por onde passes, onde sejas novamente feliz.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Infância


Tenho saudades de ser pequenina. De me pôr em bicos dos pés para ver o que havia em cima da mesa. De me zangar com uma amiga e no minuto a seguir estar a saltar à corda com ela. De subir a uma cadeira para ir buscar comida. De a coisa mais complexa na minha vida ser decidir o que a minha Barbie iria vestir para o encontro. De ir ao jardim apanhar flores as flores favoritas da minha mãe para lhas dar e ela apenas se rir. De acreditar que tudo é possível. De sentir-me feliz por realizar a mínima proeza. De achar que seria uma cantora de muito sucesso por tudo o mundo. Tenho saudades desse mundo de fantasia, dessa felicidade irreal, de que todos os dias sejam os dias mais felizes da minha vida. Eu não quero abdicar da minha felicidade extrema, quero rir, correr, dançar, brincar. Quero ir ao mar sem nunca me queixar que a água está fria, quero até rebolar ou enterrar-me na areia se me apetecer. Quero achar que o meu desenho é o mais bonito apesar de estar todo riscado fora das marcas. Quero rasgar calças por cair de joelhos no chão e ninguém se importar com o que está roto. Quero querer crescer apenas para chegar à embalagem das bolachas. Quero cheirar cada flor como se fosse a ultima, saborear cada fruto como o melhor. Quero aproveitar a vida, quero ser algo que nunca deveríamos deixar de ser, crianças.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Primeiro dia de praia !


Dou um passo em frente, nada vejo senão areia e mar, nada mais quero ver, nada mais é importante. Dou outro passo em direcção ao meu destino, àquele que escolhi. Avanço e coloco um pé no solo desejado, sinto os pequenos grãos de pedras desgastadas a passar rente ao pé, inclino a cabeça para cima, de olhos fechados, e aproveito a sensação, brincando com os pés naquilo que era um solo não pisado por mim há cerca de um ano. Continuo dando passos e, aproveitando a força do vento, estendo a toalha no chão. Sem pensar tiro a roupa e dirijo-me à água. Vou entrando, devagar, sentindo a sua baixa temperatura no corpo, sentindo-a a dançar à minha volta conforme vou andando. Tudo parece um sonho, penso que estou a dormir. Olho para o céu, tons laranja e amarelo cobriam-no numa mistura de cor simplesmente perfeita. Respiro fundo e mergulho, sinto cada cm2 do meu corpo molhar-se, sinto a água a percorrer-me, sinto tudo ao máximo como se nunca tivesse acontecido. Ao sair, preparo-me para acordar, para sair do maravilhoso sonho em que me encontrava. Respiro novamente ainda mais fundo e fecho os olhos. Abro-os, não estou de novo no quarto. Afinal tudo era uma realidade, tudo era verdade, isto tudo era afinal o pôr-do-sol do primeiro dia de praia !

19/Jun/2010

sábado, 17 de julho de 2010

Life is a climb, but the view is great.


A nossa vida é um caminho, uma estrada que cada um de nós percorre pelo desconhecido. Muitas vezes fazemos este percurso a olhar para o chão, tentando não tropeçar nas pedras, tentando não nos magoarmos, não sofrermos. Acontece que uma vida não o é sem erros, sem cairmos, sem sofrimentos, são essas coisas que nos fazem crescer como pessoas, nos fazem aprender e ser superiores ao que nos inferioriza no mundo. Antes também o fazia, também olhava para o chão, também não caia. Até chegar ao ponto de bater contra a parede por estar distraída, apenas dava importância às coisas que não mereciam, valorizava o que não tinha valor e aquilo que realmente merecia a minha atenção, passava-me ao lado. Bati com a cabeça, aprendi a lição, aprendi a olhar em frente e não para baixo. Pedras, no nosso caminho, haverão muitas e servem todas para nos atrapalhar na nossa jornada, servem para levantarmos após a queda, aprendermos a tirar uma lição com os nossos erros. Com os meus aprendi a não evitar os erros, aprendi a faze-los e enfrenta-los pois eles servem para nosso bem, eles existem para que um dia pensemos que se não fosse aquele erro provavelmente a nossa vida seria diferente e mesmo assim, olharemos para o caminho percorrido e não mudaríamos uma única pedra, tropeção ou queda, deixaríamos tudo tal e qual realizámos pois se assim não tivesse sido, não erámos a pessoa que somos mas diferentes, pois as experiencias da nossa vida moldam-nos e formam alguém, uma única mudança e a pessoa formada seria diferente. Portanto digo, como conselho, tropecem, caiam, levantem, aprendam, continuem a caminhar pois se o fizerem, no futuro irão ver que foi a melhor maneira de se tornarem naquilo que são.