quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bad Times


sabes aquelas alturas em que choras e parece que o céu chora contigo? em que olhas para a janela e nela vês como que uma tela de cinema? sabes quando vês passar o teu passado no vidro, aquele em que o sol brilhava tal como o teu sorriso, aquele em que eras feliz? sabes aquelas vezes em que vês tudo o que tinhas como um observador exterior e te apercebes do valor do que tinhas como nunca tinhas feito antes? depois, olhas em redor, para o que tens, já não é o que era. o sol já não brilha assim como o teu sorriso já não o faz, perdeste praticamente tudo aquilo que te fazia lutar e ser feliz e pensas no que te resta. realmente, o que te resta? já nem sabes bem, parece que tudo deixou de fazer sentido, apetece-te fugir, isolar-te num local onde ninguém te veja, te toque, te magoe. e quanto ao passado, ficarás sempre a questionar-te se o problema és tu ou simplesmente não estava destinado. sabes que normalmente é nessa altura que voltas a olhar para a janela e as lágrimas escorrem pelo rosto como a chuva no vidro da janela? sabes que te sentes inútil? e aí te apercebes do que te resta: o tabaco, aqueles pequenos tubos que te trazem breves momentos de paz enquanto te corrõem por dentro, te consomem, mas, no entanto, tornaram-se o teu único prazer. conheces essas alturas? eu conheço, têm sido as minhas actuais companheiras.

(obrigada joana, pela ideia inicial :p)

sábado, 8 de janeiro de 2011

sister


Custa pensar naquilo que sinto, não é fácil trazê-lo cá para fora, magoa sequer pensar no assunto e, no entanto, não me sais da cabeça. Não consigo ver-te ou ouvir-te com medo da minha reacção, não sou capaz de falar contigo com receio de não me controlar nas palavras e dizer-te para voltar, não sou forte o suficiente para aguentar a tua partida. E, mesmo assim, foste, deixaste-me aqui, sem ti, e isso custa. Só quero voltar a ter-te comigo, quero de novo o teu sorriso, quero sentir o teu cabelo na minha cara quando te deitas em cima de mim, quero a tua voz mesmo que seja a gritar comigo, quero que nos deitemos na cama a ver filmes, quero de novo mesmo cada simples gesto, cada olhar, cada sorriso. Pois tudo o que tínhamos era diferente, era especial. Sempre foste mais que uma amiga, mais que uma irmã, sempre foste alguém a quem sou capaz de entregar a minha vida, uma das pessoas mais importantes da minha vida e posso nem sempre o demonstrar mas eu amo-te, de verdade e para sempre, seja qual for a distância ou a zanga que nos separe, pois sei que és daquelas pessoas que nunca desaparecerão quando preciso, que estarão sempre lá para me amparar, que me ensinam o que é realmente a vida, que gostam de mim pelo que sou e não me tentam mudar. Apesar de só ter passado uma semana, apenas pensar nas próximas vinte e cinco, ou perto disso, que faltam dá-me vontade de chorar, dá-me vontade de dormir todo esse tempo para que voltes depressa, para que venhas para ao meu lado rapidamente pois nunca pensei que fosse afectar-me tanto mas a verdade é que o fez, não o consigo evitar. Não vou negar o que sinto, tenho saudades tuas irmã, única e simplesmente.